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23/07/2025Escleroterapia

O que é escleroterapia?
A escleroterapia é um tratamento médico usado para eliminar varizes e vasinhos (pequenas veias dilatadas, geralmente visíveis na pele). O procedimento envolve a injeção de uma solução diretamente na veia afetada. Essa solução irrita o revestimento da veia, causando seu colapso e fechamento. Com o tempo, a veia tratada é reabsorvida pelo corpo e melhora a aparência na pele, além de melhorar os sintomas associados como dor, cansaço e queimação nas pernas.
A escleroterapia é ainda o procedimento mais utilizado para tratamento dos vasinhos (telangiectasias) e varizes, seja em forma líquida ou em forma de espuma. É um procedimento minimamente invasivo, que deve ser realizado apenas por médicos e especialistas na área de Angiologia e Cirurgia Vascular, pois pode ter complicações.
A escleroterapia é uma opção segura, eficaz, rápida podendo tratar a doença venosa crônica desde estágios iniciais como vasinhos até varizes calibrosas, com úlcera venosa crônica associada.
É um procedimento realizado em consultório médico, sem necessidade de anestesia e sem necessidade de repouso.
Escleroterapia com Espuma
Como é feita a escleroterapia com espuma?
A escleroterapia com espuma é uma técnica avançada da escleroterapia convencional, usada principalmente para tratar veias doentes maiores. A espuma, por ser mais densa, tem maior contato com as paredes do vaso, o que a torna mais eficaz no tratamento de varizes, mesmo as mais profundas.
A espuma é preparada imediatamente antes do procedimento, misturando o esclerosante com um gás, o que aumenta a área de contato com a parede da veia.
A injeção ocorre diretamente na veia doente e pode ser guiada por fleboscopia, realidade aumentada ou ultrassom, especialmente quando as veias tratadas são mais profundas.
Uma vez injetada, a espuma empurra o sangue dentro da veia e entra em contato direto com suas paredes, irritando-as e levando à contração e fechamento da veia.
A veia tratada é gradualmente reabsorvida pelo corpo, desaparecendo ao longo do tempo. O fluxo sanguíneo é redirecionado para as veias saudáveis.
Após o tratamento o paciente geralmente usa meias de compressão por um tempo para ajudar na recuperação e garantir que as veias tratadas permaneçam fechadas.
Esse método é mais eficiente para varizes de maior calibre e permite o uso de uma menor quantidade de esclerosante, além de apresentar menor risco de complicações do que uma cirurgia. O procedimento é ambulatorial e geralmente não necessita de anestesia.
Quais as complicações da escleroterapia?
A taxa de complicações é baixa, sendo menor em mãos mais experientes e especializadas.
A maioria dos efeitos colaterais são leves e temporários, mas em alguns casos, podem ocorrer complicações graves.
Efeitos colaterais comuns e leves:
- Hematomas: Pequenos hematomas (manchas roxas) podem se formar no local da injeção, mas tendem a desaparecer em algumas semanas.
- Inchaço e vermelhidão: Pode haver um leve inchaço ou vermelhidão na área tratada, geralmente desaparecendo em poucos dias.
- Alterações da coloração da pele (hiperpigmentação): Manchas marrons ou escuras podem aparecer na área tratada, resultantes da reação do corpo à solução injetada. A maioria desaparece com o tempo, mas em casos raros, pode ser permanente.
- Pequenos vasos sanguíneos visíveis (matting): Às vezes, surgem novos vasos sanguíneos minúsculos ao redor da área tratada, que podem desaparecer sozinhos ou necessitar de tratamento adicional.
Complicações moderadas:
- Coágulos sanguíneos (trombose superficial): Pequenos coágulos podem se formar nas veias tratadas, levando a uma condição chamada tromboflebite superficial. Isso pode causar dor e inchaço localizados, mas é tratável com compressas, medicamentos anti-inflamatórios e, em casos mais graves, a remoção dos coágulos.
- Reações alérgicas: Embora raro, algumas pessoas podem ter reações alérgicas à solução esclerosante, resultando em erupções cutâneas, inchaço ou problemas respiratórios, exigindo atendimento médico imediato.
Complicações graves (raras):
- Úlceras cutâneas: Em casos muito raros, pode ocorrer uma reação à solução injetada, resultando em feridas (úlceras) que demoram a cicatrizar e podem deixar cicatrizes.
- Trombose venosa profunda (TVP): Em situações extremamente raras, a escleroterapia pode causar a formação de coágulos em veias mais profundas, o que pode levar à trombose venosa profunda. Esta condição é mais grave e requer tratamento imediato para evitar complicações como embolia pulmonar.
- Embolia pulmonar: Se um coágulo de sangue viajar para os pulmões, pode causar embolia pulmonar, uma condição grave que exige tratamento emergencial.
Antes de realizar a escleroterapia, é importante discutir com o médico os potenciais riscos e benefícios, além de seguir as orientações para minimizar a chance de complicações.



